Economia dos EUA cresce 2% no primeiro trimestre impulsionada por gastos do governo e IA
Expansão fica abaixo das projeções do mercado; investimentos ligados à inteligência artificial e retomada de despesas federais compensam a desaceleração do consumo
A economia dos Estados Unidos registrou um crescimento anualizado de 2% no primeiro trimestre de 2026, de acordo com a primeira estimativa divulgada nesta quinta-feira pelo Bureau of Economic Analysis (BEA). O avanço foi liderado por uma forte retomada nos gastos governamentais e por investimentos maciços na estruturação de inteligência artificial (IA). O resultado mostra uma aceleração em relação ao crescimento de 0,5% observado no quarto trimestre de 2025 — período que foi severamente impactado por uma paralisação (shutdown) de 43 dias do governo federal —, mas ficou ligeiramente abaixo da expansão de 2,3% projetada por economistas.
A composição do Produto Interno Bruto (PIB) revelou que os gastos com investimentos privados saltaram 8,7% no trimestre. Esse movimento foi fortemente impulsionado pela corrida tecnológica: os investimentos em equipamentos subiram 17,2% e os gastos com produtos de propriedade intelectual cresceram 13%, ambos reflexos diretos do boom da IA. Em contrapartida, o motor tradicional da economia americana, o consumo das famílias, apresentou desaceleração, passando de um avanço de 1,9% no final do ano passado para 1,6%. O setor imobiliário também pesou negativamente, com os investimentos residenciais encolhendo 8% em meio a uma contínua retração na construção de moradias.
No setor público, os gastos do governo federal dispararam 9,3% no primeiro trimestre, revertendo um tombo de 16,6% registrado no período anterior, com destaque para as despesas de defesa, que saltaram 20,3%. Avaliando o cenário, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou em sua última coletiva de imprensa à frente do Banco Central que a atividade econômica tem se expandido em um ritmo sólido. Contudo, Powell alertou que a alta nos preços de energia, provocada pela guerra no Oriente Médio, deverá pressionar a inflação de curto prazo, pontuando que a extensão e a duração desses impactos na economia ainda permanecem incertas.
⚠️ Essa análise é só um recorte.
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