Diplomacia do Paquistão atinge estágio crítico e mantém viva esperança de desescalada no Golfo
Embaixador iraniano elogia mediação liderada por Islamabad, apesar da resistência de Washington e Teerã aos termos da trégua
Os esforços diplomáticos liderados pelo Paquistão para tentar evitar um confronto de proporções catastróficas entre o eixo EUA-Israel e o Irã chegaram a um estágio crítico nesta terça-feira (7). De acordo com o embaixador do Irã no Paquistão, Reza Amiri Moghaddam, as rodadas de negociação encabeçadas por Islamabad — que atua em conjunto com Egito, Turquia e Arábia Saudita — têm sido "positivas e produtivas". Essa sinalização traz um fôlego renovado para a possibilidade de desescalada, ocorrendo a poucas horas do encerramento do ultimato fixado pela Casa Branca.
Apesar desse aceno positivo de Moghaddam, o sucesso da diplomacia esbarra nas exigências públicas de ambos os lados, que até o momento rejeitam os termos de um cessar-fogo temporário. Antes de proferir sua ameaça de colapso à "civilização iraniana", o presidente Donald Trump havia classificado a proposta paquistanesa como "significativa, mas não boa o suficiente".
Em Teerã, a desconfiança também é profunda. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei, argumentou que uma trégua provisória ofereceria apenas uma "pausa" tática para que os militares americanos e israelenses se reabastecessem para uma nova ofensiva. "Nenhuma pessoa inteligente aceitaria tal coisa", enfatizou Baqaei, reiterando que a contrapartida exigida pelo Irã é o fim definitivo da guerra imposta e garantias concretas de que o ciclo de agressões não será retomado.
⚠️ Essa análise é só um recorte.
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