Destróieres da Marinha dos EUA estariam no Golfo Pérsico após travessia do Estreito de Ormuz

Secretário Pete Hegseth afirma que centenas de navios comerciais aguardam para transitar sob proteção militar

Publicado em 5 de maio de 2026 às 16:55
Pedro

Os destróieres USS Truxtun e USS Mason teriam completado a travessia do Estreito de Ormuz nesta segunda-feira e estariam, supostamente, posicionados dentro do Golfo Pérsico. O movimento faz parte do Project Freedom, uma iniciativa do governo dos Estados Unidos que visa restabelecer o fluxo comercial na hidrovia, responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), a entrada dos navios de guerra na bacia teria ocorrido em um ambiente de hostilidade, com o registro de disparos de mísseis, drones e a aproximação de pequenas embarcações iranianas. As forças americanas informaram ter interceptado as ameaças aéreas e destruído seis barcos do Irã durante o percurso, sem que os destróieres sofressem danos.


Em pronunciamento realizado no Pentágono nesta terça-feira, o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que a operação demonstrou a viabilidade da rota, citando que dois navios comerciais de bandeira americana já realizaram o trânsito sob escolta dos destróieres. Hegseth destacou que "centenas de navios estão se alinhando para atravessar o Estreito", em referência às mais de 1.500 embarcações mercantes que permanecem retidas na região. O secretário descreveu a presença militar como uma medida para estabilizar o fluxo de comércio, mas ressaltou que a missão possui caráter temporário e que o governo espera transferir a responsabilidade pela segurança para uma coalizão internacional em um futuro próximo.


Apesar dos confrontos registrados durante a travessia, as autoridades de defesa dos EUA sustentam que o cessar-fogo estabelecido com o Irã em 7 de abril permanece tecnicamente em vigor. O General Dan Caine, do Estado-Maior Conjunto, ponderou que as agressões recentes foram mantidas abaixo do limite que exigiria a retomada de grandes operações de combate, embora a decisão final sobre a validade do acordo seja de natureza política. Enquanto o Pentágono monitora a situação para organizar novas saídas escoltadas, o setor de transporte marítimo e seguradoras internacionais mantêm cautela, dado que ainda não há confirmação oficial sobre a regularidade das escoltas ou se a estratégia de trânsito será implementada em larga escala para as demais embarcações estrangeiras conforme o planejado.


⚠️ Essa análise é só um recorte.

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