Bolívia eleva exportações de ureia em 7,5% no 1º semestre de 2026 e soma 200,3 mil toneladas apesar de bloqueios e crise de combustíveis

Mercado brasileiro absorve 65% dos embarques bolivianos do fertilizante nitrogenado, seguido por Argentina com 23% e Paraguai com 7%.

Publicado em 3 de setembro de 2026 às 01:24
Atualizado em 3 de setembro de 2026 às 01:32
Pedro

As exportações bolivianas de ureia registraram um crescimento de 7,5% no primeiro semestre de 2026 em comparação a igual período do ano anterior, totalizando 200,3 mil toneladas despachadas ao mercado internacional. O avanço operacional ocorreu a despeito dos severos entraves logísticos internos enfrentados pelo país andino ao longo do período, marcado pela escassez recorrente de diesel e combustíveis e por sucessivos bloqueios em rodovias estratégicas que conectam os polos industriais às fronteiras de escoamento.


O escoamento das cargas manteve forte concentração na América do Sul, tendo o agronegócio brasileiro como principal destino ao absorver 65% de todo o volume exportado pela Bolívia (cerca de 130,2 mil toneladas). A Argentina posicionou-se como o segundo maior comprador regional, respondendo por 23% dos embarques (aproximadamente 46,1 mil toneladas), enquanto o Paraguai absorveu uma fatia de 7% (cerca de 14 mil toneladas), reforçando o papel da produção boliviana no abastecimento dos mercados agrícolas vizinhos do Cone Sul.

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