Argélia inicia construção de sua etapa no Gasoduto Transaariano para exportar gás à Europa

Projeto logístico conectará Nigéria, Níger e Argélia, com capacidade para transportar até 30 bilhões de metros cúbicos de gás natural por ano

Publicado em 8 de junho de 2026 às 22:32
Pedro

A companhia estatal de energia da Argélia, a SONATRACH, iniciou as obras de construção da sua parte no Gasoduto Transaariano (TSGP). O avanço representa um passo decisivo para o projeto de longa data, cujo objetivo central é criar um corredor viável para o transporte do gás natural nigeriano até os mercados consumidores europeus.


O megaempreendimento é desenvolvido de forma conjunta pela SONATRACH, pela Nigerian National Petroleum Company (NNPC), da Nigéria, e pela SONIDEP, do Níger. A expectativa é que o duto consolide uma nova e estratégica rota de exportação para a energia africana, interligando as três nações antes de se conectar às infraestruturas de distribuição globais já operantes.


Principais detalhes do projeto:

• Extensão total: O gasoduto abrangerá aproximadamente 4.128 quilômetros.

• Capacidade de transporte: Previsão de movimentar entre 20 e 30 bilhões de metros cúbicos de gás natural anualmente, após a conclusão das obras.

• Rota argelina: O traçado seguirá o corredor da Rodovia Transaariana, desde a fronteira Argélia-Níger até o Centro Nacional de Despacho de Gás (CNDG), localizado no estratégico polo de Hassi R'Mel. A partir deste ponto, o insumo será injetado na rede nacional de transporte e nas instalações de exportação.


De acordo com o comunicado da estatal argelina, o planejamento do trajeto foi rigorosamente otimizado para aproveitar a infraestrutura já instalada na região, englobando malhas rodoviárias e dutos pré-existentes. Essa decisão visa maximizar as sinergias logísticas e técnicas, reduzindo custos e prazos operacionais.


A SONATRACH destacou ainda que a consolidação do TSGP atuará como um motor essencial para o fortalecimento da integração regional. Além de viabilizar a presença na Europa, a obra promove a valorização direta dos recursos energéticos do continente e funciona como um pilar para impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável na África.

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