Viagens ligadas ao Irã representam 36% do tráfego de petroleiros em Ormuz e são alvo de bloqueio dos EUA

Levantamento mostra que 53 navios movimentaram cargas iranianas desde o início da guerra; cerco naval americano entra em vigor nesta segunda-feira (13)

Publicado em 13 de abril de 2026 às 16:37
Pedro

Cerca de 36% de todo o tráfego de navios-tanque que transitou pelo Estreito de Ormuz desde o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã tinha como origem ou destino os portos iranianos. Esse é exatamente o perfil de viagem que Washington indicou que será duramente restringido a partir desta segunda-feira (13) como parte de sua nova operação de bloqueio naval.


De acordo com dados de rastreamento marítimo, dos 148 petroleiros que cruzaram o estreito desde o dia 28 de fevereiro, 53 realizaram viagens vinculadas ao Irã. Entre essas embarcações estavam 20 superpetroleiros (VLCCs), cinco navios da classe Suezmax, dois Aframax e dez de médio porte (MR).


A decisão de estrangular o fluxo iraniano foi oficializada pelos Estados Unidos no domingo. O bloqueio naval visa embarcações de todas as nacionalidades que tentem entrar ou sair de portos do Irã a partir das 14h (GMT) do dia 13 de abril. Endurecendo a medida, o presidente americano, Donald Trump, também alertou que navios que cumprirem com as condições de trânsito exigidas pelo Irã — incluindo o pagamento de pedágios — poderão ser interceptados em águas internacionais.


O objetivo declarado de Washington é forçar a retomada da livre navegação pelo Estreito de Ormuz para portos não iranianos, um fluxo comercial que vem sendo amplamente estrangulado pelo controle militar de Teerã sobre a via. A escalada tática ocorre como resposta direta ao fracasso das negociações de paz realizadas em Islamabad durante o fim de semana.


Desde que o cessar-fogo foi declarado no dia 7 de abril, a rota tem permanecido sob controle iraniano. As poucas embarcações que conseguiram passagem parecem ter pago um pedágio não oficial a Teerã — estimado pelo mercado no equivalente a US$ 1 por barril para petroleiros — ou estabelecido acordos paralelos com o governo do país asiático.


Em resposta à ação americana, o Irã afirmou que retaliará o bloqueio incentivando os rebeldes Houthis, do Iêmen, a retomarem os ataques logísticos no estreito de Bab al-Mandeb, que conecta o Mar Vermelho ao Oceano Índico. Teerã também ameaçou direcionar ataques contra outros portos do Golfo Pérsico caso suas próprias instalações sejam alvo de ofensivas. Apesar da iminência de um novo confronto, o acordo de cessar-fogo provisório segue oficialmente em vigor até o dia 21 de abril, podendo ser prorrogado.


⚠️ Essa análise é só um recorte.

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