Trump anuncia acordo com Putin para fornecimento de até 4,8 milhões de t de diesel russo aos mercados global e norte-americano

Casa Branca prevê envio imediato de 300 mil t de combustível diante do embargo oficial de exportação mantido por Moscou e de refinarias danificadas.

Publicado em 9 de outubro de 2026 às 21:04
Pedro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o resultado de negociações diretas com o presidente russo, Vladimir Putin, declarando ter firmado um entendimento para viabilizar expressivos embarques de óleo diesel russo voltados a conter a disparada de preços no mercado interno norte-americano e no exterior. Conforme publicação veiculada por Trump na rede Truth Social, Moscou teria concordado em direcionar imediatamente mais de 300 mil toneladas de diesel (cerca de 2,23 milhões de barris), seguidas por mais 500 mil toneladas ao longo de novembro, 1 milhão de toneladas logo em seguida e até 3 milhões de toneladas adicionais condicionadas à avaliação operacional do parque de refino russo, totalizando um volume potencial de 4,8 milhões de toneladas. O republicano declarou que o influxo das cargas, somado às operações militares de escolta dos EUA no Estreito de Ormuz, forçará a queda nos preços dos combustíveis a um ritmo acelerado às vésperas das eleições de meio de mandato, encerrando a mensagem com a afirmação de que o Irã não terá armas nucleares.


O comunicado do governo norte-americano colide frontalmente com a atual política regulatória e de abastecimento em vigor na Rússia. Desde 30 de setembro, o governo russo prorrogou a proibição formal de exportação de óleo diesel e gasolina, medida adotada para conter o desabastecimento no mercado doméstico após sucessivas refinarias terem sido danificadas ou paralisadas por ataques de drones, a exemplo do incidente recente no complexo de refino e petroquímica Gazprom Neftekhim Salavat. Além disso, desde 28 de setembro, o Kremlin restringiu a divulgação de relatórios e dados estatísticos sobre o processamento das refinarias e os volumes exportados de derivados. Dias antes, em 5 de outubro, Trump já havia atribuído a alta dos preços da gasolina nos EUA às ofensivas ucranianas contra as refinarias russas e ao fechamento de unidades de refino em estados governados pelo Partido Democrata.

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