Trump ameaça "obliterar" infraestrutura do Irã caso Ormuz não seja reaberto imediatamente

Presidente dos EUA impõe ultimato até 6 de abril; reforços da 82ª Divisão Aerotransportada começam a chegar ao Oriente Médio

Publicado em 30 de março de 2026 às 19:16
Pedro

O presidente Donald Trump elevou drasticamente o tom contra Teerã nesta segunda-feira (30), alertando que as usinas de energia, poços de petróleo e a estratégica Ilha de Kharg serão "completamente obliterados" caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto para o comércio global. A ameaça ocorre após o governo iraniano classificar as propostas de paz dos EUA como "irrealistas e ilógicas", mantendo o bloqueio à passagem que concentra um quinto do suprimento mundial de petróleo e GNL. Trump reiterou que, embora as negociações continuem, a paciência americana tem data para acabar: o prazo para o início da destruição das plantas de energia está fixado para a noite de 6 de abril.


Enquanto a diplomacia patina, a escalada militar ganha contornos de invasão terrestre. Oficiais confirmaram a chegada de milhares de soldados da elite da 82ª Divisão Aerotransportada dos EUA à região, sinalizando que a Casa Branca considera expandir as operações para dentro do território iraniano. No campo de batalha, as hostilidades se espalharam por múltiplas frentes nesta segunda-feira:

  1. Irã e Líbano: Forças israelenses realizaram ataques com mísseis contra infraestruturas militares em Teerã e redutos do Hezbollah em Beirute.
  2. Turquia: A defesa aérea da OTAN abateu um míssil balístico iraniano que invadiu o espaço aéreo turco, o quarto incidente do tipo desde o início do conflito.
  3. Iêmen: O Exército de Israel interceptou dois drones lançados pelos Houthis, que intensificaram sua participação direta na guerra.


O impacto econômico do conflito, que completa um mês desde o início das ofensivas em 28 de fevereiro, já é histórico. Os futuros do petróleo tipo Brent caminham para uma alta mensal recorde de quase 60%, com o mercado precificando uma escalada militar severa. A morte do Comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, e a ascensão de Mojtaba Khamenei após a morte do Líder Supremo, Ayatollah Ali Khamenei, indicam um comando iraniano em modo de sobrevivência e resistência, elevando o risco de que o Irã tente bloquear também o estreito de Bab el-Mandeb em retaliação aos movimentos americanos.

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