Produção de Sulfato de Potássio no Paquistão recua com escassez e alta nos preços do enxofre iraniano

Guerra entre EUA e Irã triplica custos do ácido sulfúrico no mercado paquistanês; indústrias reduzem operações para 50% a 75% da capacidade

Publicado em 13 de abril de 2026 às 12:43
Pedro

Os produtores paquistaneses de Sulfato de Potássio (SOP) que utilizam o processo de Mannheim reduziram suas taxas de operação para a faixa de 50% a 75%, ante o patamar anterior que variava de 80% a 90%. O corte é uma consequência direta da restrição na oferta de enxofre proveniente do Irã, fortemente impactada pela guerra entre os Estados Unidos e Teerã.


A indústria do Paquistão depende expressivamente das importações de enxofre iraniano, que chegam via transporte terrestre pelas fronteiras, uma vez que o fornecimento doméstico é insuficiente para sustentar a demanda.


O choque de custos e o estrangulamento da matéria-prima já afetam o ritmo das principais fábricas do país. A Barket Fertilizers vem operando a 75% da capacidade de sua planta no Porto Muhammad Bin Qasim desde o final de março, embora planeje retomar o nível máximo na próxima quarta-feira (15), após conseguir garantir insumos suficientes. A Agven opera a 50% em sua planta de Gwadar neste mês devido a uma manutenção programada, e o retorno à capacidade total ainda dependerá da disponibilidade e do preço do ácido sulfúrico. Outras empresas, como Suncrop e Akbari, também mantêm suas operações restritas entre 50% e 75% em função dos preços firmes e da escassez.


Apesar da retração industrial, não há expectativa de escassez severa de SOP no Paquistão. Os preços domésticos do produto granulado e ensacado giram atualmente entre 260 mil e 280 mil rúpias por tonelada (US$ 934 a US$ 1.005). Segundo agentes do setor, caso os valores subam ainda mais para repassar os custos, a tendência é que os compradores substituam a demanda e passem a adquirir maiores volumes de Cloreto de Potássio (KCl).


⚠️ Essa análise é só um recorte.

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