Produção de óleo de palma da Indonésia deve encolher em 2026

Efeitos do El Niño e disparada nos preços dos fertilizantes podem reduzir a oferta em até 2 milhões de toneladas, alerta associação local

Publicado em 29 de abril de 2026 às 22:52
Pedro

A produção de óleo de palma bruto da Indonésia pode registrar uma queda de até 2 milhões de toneladas métricas em 2026, em comparação com o volume do ano anterior. De acordo com Eddy Martono, presidente da Associação de Produtores de Óleo de Palma da Indonésia (GAPKI), a retração prevista é resultado direto do clima seco provocado pelo fenômeno El Niño e da forte alta nos preços dos fertilizantes, impulsionada pela guerra no Oriente Médio.


A escalada dos custos preocupa o setor e ameaça o rendimento das safras. Segundo Martono, os fertilizantes encareceram em média 30% com o conflito, chegando a altas superiores a 50% em alguns produtos específicos. Esse cenário pressiona especialmente os pequenos produtores, que respondem por 37% das áreas de plantio do país e podem acabar reduzindo ou adiando a adubação de suas lavouras. Para tentar contornar a crise e cortar gastos, associações de agricultores locais já relatam a adoção de alternativas como o uso de fertilizantes orgânicos.


O alerta climático agrava ainda mais as projeções para a Indonésia, que lidera o ranking de maior produtora global da commodity. A agência meteorológica do país já alertou que o território deve enfrentar uma estação seca mais severa e prolongada em 2026, elevando consideravelmente as chances de seca. O possível revés na colheita ocorre logo após um ano positivo para o setor: em 2025, a produção indonésia atingiu 51,66 milhões de toneladas de óleo de palma bruto, o que representou um crescimento anual de 7,3%, segundo os dados da GAPKI.


⚠️ Essa análise é só um recorte.

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