Produção da Opep+ atinge máxima durante o conflito entre EUA e Irã em setembro com salto nas exportações por Ormuz
Bombeamento dos 17 membros com metas subiu 2,47 milhões de b/d para 30,24 milhões de b/d, liderado pela recuperação na Arábia Saudita e no Iraque.
A produção de petróleo bruto da Opep+ avançou fortemente em setembro de 2026, atingindo seu nível mais elevado desde o início do conflito armado entre Estados Unidos e Irã, impulsionada pelo expressivo aumento no volume de exportações que cruzam o Estreito de Ormuz. O bombeamento conjunto dos 17 países da aliança submetidos a cotas formais cresceu 2,47 milhões de barris por dia (b/d) na comparação mensal, totalizando 30,24 milhões de b/d — ou 34,66 milhões de b/d quando somados os produtores isentos de metas (Irã, Líbia e Venezuela). Apesar da expressiva recuperação ante a mínima da guerra observada em abril (quando o grupo operava 9,3 milhões de b/d abaixo dos níveis pré-crise), o volume extraído pelos 17 membros ainda permaneceu 3,16 milhões de b/d abaixo da produção de fevereiro e 4,21 milhões de b/d aquém da meta combinada estipulada para setembro, que era de 34,45 milhões de b/d.
A arrancada no mês foi ancorada principalmente pela Arábia Saudita, que reverteu o tombo registrado em agosto decorrente de ataques com mísseis e drones promovidos pelos Houthis do Iêmen e milícias iraquianas contra refinarias e infraestruturas logísticas. Com a capacidade de embarque pelo terminal de Yanbu, no Mar Vermelho, restringida pelas ameaças militares, Riad reorientou seus fluxos para a costa leste através de Ormuz, elevando sua produção em 2,11 milhões de b/d no mês para 8,55 milhões de b/d — maior nível desde a eclosão da guerra, embora ainda 1,93 milhão de b/d abaixo de sua cota formal. No mesmo sentido, o Iraque tornou-se o primeiro membro do Golfo Pérsico a restabelecer integralmente os patamares pré-guerra, expandindo a extração em 580 mil b/d para 4,23 milhões de b/d, beneficiado pela concessão de fortes descontos comerciais a tradings que realizam operações de vaivém (shuttle) no sul do estreito.
No restante da aliança, o Kuwait registrou um recuo marginal de 80 mil b/d para 1,79 milhão de b/d, embora mantenha frentes ativas de exportação mobilizando sua própria frota naval no estreito, com a estatal petroleira local reportando capacidade recente de elevar as operações a 2 milhões de b/d. Em sentido oposto, a produção iraniana contraiu 110 mil b/d em setembro, caindo para 1,95 milhão de b/d (1,55 milhão de b/d abaixo do nível pré-conflito), estrangulada pelo bloqueio naval imposto pela Marinha dos EUA. O cenário coincide com a conclusão do desmonte formal dos cortes voluntários por sete membros centrais da Opep+, evidenciando que, enquanto a Arábia Saudita e o Iraque conseguem recuperar terreno via corredores de transbordo no estreito, produtores sancionados ou diretamente visados pelas hostilidades seguem incapacitados de atingir seus tetos de fornecimento.
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