Oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita recupera fluxo para 5,8 milhões de b/d após ataques com drones
Ministro da Energia confirma retorno de 83% da capacidade da linha após danos em estações de bombeamento, garantindo escoamento pelo Mar Vermelho.
O oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita (capacidade nominal de 7 milhões de barris por dia) está operando com uma vazão de aproximadamente 5,8 milhões de b/d, segundo informou o ministro da Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, nesta terça-feira (06/10), durante o fórum Made in the GCC, no Bahrein. Esta é a primeira confirmação numérica oficial fornecida pelo governo saudita ou pela estatal Saudi Aramco sobre o volume transportado pelo duto desde o ataque aéreo executado em 10 de setembro por drones lançados a partir do Iraque.
A ação militar havia forçado a interrupção completa da infraestrutura, bloqueando a principal alternativa terrestre adotada por Riad para escoar sua produção e contornar a insegurança da navegação no Estreito de Ormuz provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã. Segundo o ministro, a retomada operacional ocorreu entre cinco e seis dias após a ofensiva, acelerando gradualmente a capacidade de bombeamento até atingir o patamar atual na manhã de terça-feira — superando a estimativa de 5,5 milhões de b/d que circulava no mercado há cerca de uma semana. A taxa atual de 5,8 milhões de b/d representa quase 83% da capacidade máxima projetada do modal.
Embora Riad não tenha divulgado um laudo oficial de danos estruturais, fontes do setor indicam que três das onze estações de bombeamento ao longo da rota foram atingidas — uma delas com avarias significativas —, mas a tubulação principal permaneceu intacta. O ministro atribuiu a celeridade dos reparos e a recomposição do fluxo ao programa nacional de localização e soberania industrial e técnica da cadeia produtiva saudita.
O oleoduto Leste-Oeste é a principal artéria logística interna do reino, conectando os campos petrolíferos e polos de processamento próximos ao Golfo Pérsico ao terminal portuário de Yanbu, no Mar Vermelho. Além de permitir o embarque marítimo para exportação, o duto alimenta refinarias, termelétricas e usinas de dessalinização instaladas na faixa ocidental do país — plantas que tradicionalmente absorviam entre 1,5 milhão e 2 milhões de b/d antes do conflito.
O processamento nas refinarias sauditas no Mar Vermelho, contudo, opera em ritmo reduzido após a Aramco ter paralisado a refinaria de Jizan (capacidade de 400 mil b/d) no início de setembro, em decorrência de investidas da milícia houthi a partir do Iêmen. Com isso, uma parcela proporcionalmente maior da carga transportada pelo duto Leste-Oeste segue liberada para apoiar as exportações de óleo cru em Yanbu.
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