Lucro líquido da PhosAgro tomba 75% no primeiro semestre de 2026 para US$ 220 milhões (R$ 1,19 bilhão)
Produção total recuou 1,5% para 6,03 milhões de t; vendas para o mercado interno russo saltaram quase 30% enquanto entregas para Brasil e Argentina desaceleraram.
A fabricante russa PhosAgro reportou um recuo de 75,3% no seu lucro líquido no primeiro semestre de 2026, somando 18,65 bilhões de rublos — equivalentes a US$ 220 milhões ou cerca de R$ 1,19 bilhão (à taxa de referência de US$ 1 = R$ 5,40) —, ante os 75,54 bilhões de rublos apurados em igual período do ano anterior. No mesmo intervalo, a receita líquida consolidada da companhia registrou baixa de 5,8% na comparação anual, totalizando 281,39 bilhões de rublos (aproximadamente US$ 3,32 bilhões ou R$ 17,92 bilhões), enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) encolheu para 60,88 bilhões de rublos (US$ 718,2 milhões ou R$ 3,88 bilhões), frente aos 94,60 bilhões de rublos registrados no primeiro semestre do ciclo precedente, refletindo a compressão de margens e custos operacionais mais elevados.
No campo operacional, a produção física de fertilizantes minerais da companhia recuou 1,5% na base anual, totalizando 6,035 milhões de toneladas entre janeiro e junho. O segmento de fosfatados e fosfatos para nutrição animal sustentou crescimento de 2,2%, alcançando 4,79 milhões de toneladas, impulsionado pelo salto de 15,6% na produção de formulações compostas NPK após a conclusão das obras de modernização e expansão no complexo industrial de Balakovo, que também alavancaram a produção de ácidos fosfórico e sulfúrico. Em contrapartida, o volume fabricado de adubos nitrogenados apresentou retração expressiva de 12%, encerrando a primeira metade do ano em 1,15 milhão de toneladas.
As vendas agroquímicas consolidadas da empresa somaram 6,123 milhões de toneladas no semestre, o que representa uma leve queda de 1,9% ano a ano, acompanhada por uma profunda reconfiguração nos destinos geográficos:
- Mercado interno russo: As entregas domésticas avançaram em mais de 330 mil toneladas, registrando expansão de quase 30% em relação ao primeiro semestre do ano anterior, em linha com a priorização do abastecimento agrícola local.
- África: As exportações de fertilizantes destinadas ao continente africano praticamente triplicaram na comparação com os primeiros seis meses de 2025.
- América Latina: Os menores embarques direcionados aos mercados do Brasil e da Argentina foram em grande parte neutralizados pela ampliação das vendas para outros importadores latino-americanos.
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