Irã concede licença para projeto de ureia e amônia da Dehloran Petrochemical integrado ao polo petroquímico do oeste
Planta utilizará 30 milhões de pés cúbicos/dia de gás de NGL 3100 para produzir 275 mil t/ano de ureia, 200 mil t de AdBlue e ureia com enxofre, e 20 mil t de melamina.
A Dehloran Petrochemical Company obteve a aprovação de princípio e a licença de fornecimento de matéria-prima para a implantação de seu novo complexo de ureia e amônia no oeste do Irã, conforme divulgado por porta-vozes do grupo de investimentos Ahdaf e Taban Farda. O projeto faz parte da estratégia iraniana de verticalização industrial e aproveitamento de gás associado de campos petrolíferos terrestres — como Azar, Changuleh e Dehloran —, garantindo o suprimento direto sem depender da malha de gasodutos nacional e evitando as interrupções de fornecimento e oscilações de tarifas que costumam afetar a rentabilidade de outras plantas petroquímicas do país.
O empreendimento receberá cerca de 30 milhões de pés cúbicos diários de gás capturado e tratado pela unidade NGL 3100, instalação que já se encontra em operação e foi desenvolvida para extinguir a queima de gás de topo (flare gas) e converter o recurso fóssil em produtos químicos de alto valor agregado. Segundo os parâmetros executivos do projeto, a nova unidade terá capacidade instalada para produzir anualmente 275 mil toneladas de ureia, 20 mil toneladas de melamina e aproximadamente 200 mil toneladas combinadas de solução de ureia automotiva (AdBlue) e ureia revestida com enxofre (sulfur-coated urea), com previsão de entrada em operação comercial ao longo dos próximos três anos.
A implantação da unidade de fertilizantes e derivados nitrogenados integrará a cadeia de refino e petroquímica de Dehloran, que opera atualmente com 50% de capacidade na planta de NGL e direciona frações líquidas de C2+ para a Petroquímica Bandar Imam enquanto conclui sua própria unidade de olefinas. Com infraestrutura compartilhada de utilidades e suprimento elétrico garantido pela usina de 150 MW do polo, o grupo projeta retornos financeiros sólidos e agregação de valor às reservas de gás associado da fronteira ocidental do país.
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