Exportações de petróleo do Irã desabam mais de 90% em maio devido a bloqueio naval dos EUA
Com queda histórica nos volumes e navios retidos na costa, rede clandestina de "frota fantasma" de Teerã é severamente sufocada por cerco militar americano
As exportações de petróleo do Irã despencaram mais de 90% no mês de maio de 2026, sofrendo um baque severo devido à rigorosa fiscalização do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. A ofensiva militar desarticulou a chamada "frota fantasma" operada por Teerã para contornar sanções internacionais, reduzindo o fluxo físico do mês para apenas 2,01 milhões de barris — uma queda brusca de 93% em relação a abril —, o que retraiu a receita estimada do país para US$ 219 milhões. Com a impossibilidade de utilizar de forma segura os grandes superpetroleiros na região, a logística iraniana ficou restrita a embarcações de menor porte, forçando os poucos navios que conseguiram furar o cerco a adotarem rotas muito mais longas, onerosas e de alto risco pelo Oceano Índico para tentar alcançar o mercado asiático.
O efeito imediato do estrangulamento provocado pelos Estados Unidos foi a formação de um massivo estoque flutuante retido na costa do país do Oriente Médio. Até o final do mês, cerca de 69 navios-tanque carregados estavam paralisados antes da linha de bloqueio em áreas estratégicas, como a Ilha de Kharg e o Porto de Chabahar, acumulando mais de 80 milhões de barris de petróleo bruto e petroquímicos impedidos de seguir viagem. Além da gigantesca perda financeira e do aumento expressivo dos custos operacionais para o regime, o cerco se aprofundou com a captura de embarcações sancionadas em alto-mar, a exemplo do superpetroleiro SKYWAVE, interceptado por forças americanas enquanto tentava retornar ao Irã, e com a sanção de dezenas de outros navios da frota clandestina pelo governo dos EUA.
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