EUA retomam ataques contra o Irã após novos ataques iranianos a navios no Estreito de Ormuz

Washington revoga autorização para compra de petróleo iraniano e UKMTO eleva nível de ameaça para "severo", enquanto acordo de 18 de junho se desfaz antes do prazo final de agosto

Publicado em 8 de julho de 2026 às 00:08
Pedro

Os Estados Unidos retomaram ataques militares contra o Irã nesta terça-feira, após Teerã atacar três embarcações — incluindo um petroleiro VLCC e um navio de GNL — que transitavam pela porção sul do Estreito de Ormuz próxima à costa de Omã, rota incentivada pelos EUA e pela Organização Marítima Internacional. O Comando Central americano anunciou o início de "uma série de ataques poderosos contra o Irã" às 17h15 (horário de Brasília), em resposta que marca a segunda troca de fogo entre as duas potências em menos de uma semana, após confronto anterior em 27 e 28 de junho. O UK Maritime Trade Operations (UKMTO) elevou o nível de ameaça no Golfo do Oriente Médio para "severo" na sequência dos ataques iranianos. Os preços do petróleo reagiram imediatamente, com o WTI superando US$ 72 por barril.


O episódio representa um colapso prático do acordo interino assinado em 18 de junho, que previa a reabertura plena do Estreito de Ormuz ao tráfego comercial e alívio de sanções ao Irã em troca de cessar-fogo, com prazo final de negociações em 21 de agosto. O tráfego pelo estreito havia se estabilizado em torno de 30% dos níveis pré-guerra na semana anterior à nova escalada. Em resposta aos ataques iranianos, o governo americano revogou a autorização que permitia a compra de petróleo bruto, derivados e petroquímicos iranianos — licença emitida apenas duas semanas antes pelo OFAC. O presidente Trump, que participava da cúpula da OTAN em Ancara, na Turquia, havia afirmado horas antes que as discussões com o Irã estavam indo "muito bem".

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