EUA e Irã retomam troca de ataques no Estreito de Ormuz e tráfego naval segue restrito a 10% do padrão
Ações militares na Ilha de Larak e bases na Jordânia encerram trégua de um mês, enquanto fluxo de petroleiros segue deprimido na região.
Forças militares dos Estados Unidos e do Irã voltaram a trocar ataques diretos no Golfo Pérsico, encerrando uma pausa de mais de um mês nos confrontos diretos iniciada no fim de julho. O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou ter realizado ações pontuais contra posições da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, justificando a intervenção como uma resposta necessária para neutralizar operações iminentes de lançamento de minas navais. Em retaliação, a IRGC declarou ter lançado mísseis balísticos contra as bases de King Hussein e Al-Azraq, na Jordânia, alegando danos expressivos às instalações que abrigam forças norte-americanas, embora Washington e Amã não tenham se pronunciado oficialmente. Paralelamente, o exército iraniano reivindicou um ataque com drones à base de Al-Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, informação que foi prontamente desmentida pelo Ministério da Defesa do país árabe.
O recrudescimento militar agrava a insegurança na navegação comercial e mantém o fluxo energético severamente deprimido. No último sábado, um navio-petroleiro em trânsito próximo à costa de Omã foi atingido por um projétil de origem desconhecida, segundo a agência marítima britânica UKMTO. Dados da consultoria Windward apontam que apenas 12 embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz em 27 de agosto, mantendo o tráfego comercial em patamar inferior a 10% da média histórica observada antes do fechamento formal da hidrovia por Teerã. Embora a Casa Branca afirme que até 10 milhões de barris diários de petróleo continuam fluindo sob proteção militar, operadores de mercado e dados de rastreamento via satélite não confirmam a retomada informada. Nos bastidores em Washington, o Pentágono reagiu energicamente contra reportagens baseadas em documentos confidenciais que indicavam recomendações de comandantes de alta patente para a desescalada militar na região, classificando os vazamentos como criminosos e imprecisos.
Deixe um comentário
Comentários (0)