Empresas de fertilizantes solicitam R$ 2,9 bilhões no Plano Brasil Soberano 3, mas liberações somam R$ 200 milhões
BNDES aprovou R$ 1,7 bilhão para 62 companhias do setor; regiões Sul e Sudeste concentram mais de 70% dos recursos autorizados para mitigar choques externos.
Empresas do segmento de fertilizantes apresentaram pedidos de financiamento que totalizaram R$ 2,9 bilhões no âmbito do Plano Brasil Soberano 3 até 1º de outubro de 2026, de acordo com dados divulgados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao todo, 62 companhias do setor formalizaram pleitos de crédito. Desse montante solicitado, o banco de fomento já aprovou R$ 1,7 bilhão estruturado em 65 operações distintas — número superior ao total de postulantes devido a empresas com mais de um contrato deferido —, embora os desembolsos efetivamente liberados na ponta somassem apenas R$ 200 milhões (cerca de 11,8% do volume aprovado) até a mesma data.
O programa federal foi estruturado para fornecer linhas de apoio financeiro a setores estratégicos afetados pela volatilidade e pelas tensões do cenário macroeconômico e geopolítico internacional, ofertando condições diferenciadas operadas pelo banco. No caso da cadeia de fertilizantes, os empréstimos destinam-se ao reforço de capital de giro e à sustentação de investimentos operacionais em meio à alta nos custos de insumos e gargalos logísticos globais.
A alocação regional dos R$ 1,7 bilhão aprovados revela uma forte concentração nos polos industriais e misturadores do Centro-Sul:
- Sul: Lidera o volume de recursos aprovados com R$ 626 milhões (36,5% do total).
- Sudeste: Concentra a segunda maior fatia, somando R$ 582 milhões (34,0%).
- Centro-Oeste: Registra R$ 284 milhões em aprovações (16,6%).
- Nordeste: Contabiliza R$ 122 milhões (7,1%).
- Norte: Totaliza R$ 100 milhões autorizados (5,8%).
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