Desembarques de fertilizantes nos portos do Paraná caem 52% em setembro

Paranaguá e Antonina receberam 500 mil toneladas em setembro de 2026, contra 1,04 milhão no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, a retração chegou a 21%.

Publicado em 27 de outubro de 2026 às 22:59
Pedro

A movimentação total de cargas nos Portos do Paraná (Paranaguá e Antonina) somou 5.334.503 toneladas em setembro de 2026, registrando retração de 20,4% em comparação às 6.697.487 toneladas operadas no mesmo mês de 2025. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o complexo portuário paranaense movimentou 52.194.927 toneladas, volume 5,7% inferior às 55.346.079 toneladas contabilizadas entre janeiro e setembro do ano passado. O resultado foi diretamente influenciado pela redução de 12,0% na operação de granéis sólidos no acumulado do ano (29,94 milhões de toneladas) e pela queda de 21,5% no total de importações em setembro, que fecharam em 1.908.085 toneladas.


O recuo nas importações foi puxado principalmente pela forte retração nos desembarques de fertilizantes, que despencaram 52% em setembro de 2026, totalizando 500.036 toneladas ante 1.038.153 toneladas internadas em setembro de 2025. No acumulado de janeiro a setembro, a entrada de adubos pelos terminais paranaenses atingiu 6.828.423 toneladas, representando uma queda de 21% frente às 8.617.002 toneladas registradas em igual período do ano anterior. Do volume de fertilizantes descarregado em setembro, a maior parcela ocorreu via descarga direta no cais público de Paranaguá (331.769 toneladas), seguida pelo terminal da Fospar (115.147 toneladas), pelo Porto de Antonina (50.149 toneladas — que acumula 323.586 toneladas no ano, alta de 1%) e pela Dalba (2.971 toneladas).


No que se refere as exportações do agronegócio, que totalizou 2.049.211 toneladas de granéis sólidos em setembro e 22.566.520 toneladas no acumulado do ano (-8%), a soja em grão manteve o papel de principal sustentáculo operacional do porto. Embora os embarques da oleaginosa tenham recuado 4% em setembro (830.305 toneladas ante 867.905 toneladas em 2025), o volume acumulado nos nove meses de 2026 cresceu 9%, atingindo 13.293.082 toneladas frente a 12.200.120 toneladas no ciclo anterior. O farelo de soja registrou 344.112 toneladas exportadas no mês (-33%), mas manteve relativa estabilidade no acumulado do ano, somando 4.988.900 toneladas (-1,9%), ao passo que os embarques de óleos vegetais saltaram 203% em setembro (198.145 toneladas) e 64% no ano, chegando a 1.355.375 toneladas. Em contrapartida, os fluxos de exportação de milho e açúcar e a importação de cereais apresentaram retrações expressivas.


As remessas externas de milho caíram 35% em setembro, para 546.414 toneladas, acumulando baixa de 44% no ano, com 1.641.308 toneladas embarcadas ante 2.935.569 toneladas em 2025. O açúcar total (somando granel e ensacado) fechou setembro com 423.891 toneladas exportadas e acumulou 3.227.241 toneladas no ano, recuo de 33% sobre as 4.840.905 toneladas do período homólogo anterior. Já a importação de cereais de inverno (trigo, malte e cevada) somou apenas 29.956 toneladas em setembro — integralmente de cevada —, acumulando 566.709 toneladas de janeiro a setembro, uma retração de 36% na comparação anual.

Gostou do artigo? Compartilhe

Deixe um comentário

Comentários (0)

Ainda não há comentários.