China endurece inspeções alfandegárias para exportação de fertilizantes
Falsas declarações para driblar restrições à ureia e ao potássio provocam forte fiscalização sobre os embarques de sulfato de amônio
A China intensificou as inspeções alfandegárias para fazer cumprir seus novos controles de exportação de fertilizantes, em resposta a uma crescente disparidade entre os preços domésticos e as cotações internacionais, que dispararam após interrupções ligadas ao fechamento do Estreito de Ormuz. Com o cerco, as exportações de sulfato de amônio — um dos líderes em volume de vendas externas do país e que havia sido excluído das restrições implementadas em março — passaram a ser alvo de um rigoroso escrutínio nas fronteiras.
A fiscalização mais rígida teve início após agentes alfandegários da cidade portuária oriental de Qingdao identificarem empresas declarando falsamente cargas de ureia e potássio (produtos com exportação restrita) como se fossem sulfato de amônio. Pequim limitou o embarque da maioria dos fertilizantes no último mês visando proteger seus agricultores antes da temporada de plantio da primavera. Essas proibições contribuíram ainda mais para a escalada global dos preços, já severamente impactados pela guerra no Irã, que prejudicou o fluxo em Ormuz, rota por onde transita cerca de um terço da ureia comercializada no mundo.
A diferença acentuada de preços ocorre porque as cotações internas da ureia na China permanecem bem abaixo dos níveis globais, sustentadas pelos controles de exportação e por um sistema de produção focado no carvão, o que tornaria a venda externa altamente lucrativa se fosse permitida. A liberação de ureia no país asiático é controlada por um sistema de cotas, e o governo tradicionalmente aguarda até maio para avaliar se há excedente antes de definir os volumes que poderão ser enviados ao exterior. No ano passado, a China exportou 4,9 milhões de toneladas de ureia.
⚠️ Essa análise é só um recorte.
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