Bloqueio naval dos EUA impede saída de navios de portos iranianos nas primeiras 24 horas

Centcom relata que seis embarcações foram forçadas a retornar; operação foca na costa e deve estrangular ainda mais o tráfego em Ormuz

Publicado em 14 de abril de 2026 às 17:03
Pedro

A Marinha dos Estados Unidos não permitiu que nenhum navio deixasse os portos iranianos durante as primeiras 24 horas do bloqueio naval, de acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom). O órgão relatou que nenhuma embarcação conseguiu furar o cerco e que seis navios comerciais acataram as ordens das forças americanas, retornando aos portos iranianos no Golfo de Omã.


O bloqueio teve início na segunda-feira (13), com o objetivo de interceptar navios que saem ou se dirigem ao Irã através do Estreito de Ormuz. A medida foi implementada após o fracasso das negociações entre autoridades americanas e iranianas no Paquistão durante o fim de semana. O Centcom detalhou nesta terça-feira (14) que a operação se estende por toda a costa iraniana, abrangendo o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.


Durante este período inicial, navios continuaram a transitar pelo Estreito de Ormuz, incluindo alguns ligados ao Irã. No entanto, a tática dos EUA parece estar concentrada em um bloqueio rigoroso porto a porto, em vez de focar diretamente no estreito. A expectativa é que essa estratégia reduza drasticamente o tráfego na via marítima nos próximos dias, à medida que as embarcações fiquem incapacitadas de carregar ou zarpar com cargas iranianas.


O trânsito pelo Estreito de Ormuz tem se mantido relativamente constante, com cerca de 5 a 10 navios por dia na primeira quinzena de abril — grande parte deles ligada ao Irã. Refletindo a tensão e a incerteza na rota, o Rich Starry, um navio-tanque sancionado pelos EUA, foi observado realizando manobras evasivas (retornos em "U") enquanto tentava cruzar a via no sentido leste.


⚠️ Essa análise é só um recorte.

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