ATUALIZAÇÃO: Irã ameaça atacar portos do Golfo em retaliação ao bloqueio dos EUA; petróleo supera US$ 102
Teerã classifica ação americana como "pirataria" e promete controle permanente sobre o Estreito de Ormuz; França e Reino Unido articulam força-tarefa naval
O Irã alertou que poderá atacar portos de outras nações em todo o Golfo Pérsico e no Mar de Omã caso suas próprias instalações sejam afetadas pelo bloqueio naval dos Estados Unidos, programado para entrar em vigor às 14h (GMT) desta segunda-feira (13). Em comunicado divulgado pela emissora estatal, as forças armadas iranianas classificaram a restrição americana como "ilegal" e um ato de "pirataria", afirmando categoricamente que, se a segurança de seus portos for ameaçada, nenhum outro porto da região estará seguro.
Elevando ainda mais a tensão logística após o fracasso das negociações no Paquistão, Teerã declarou que implementará um "mecanismo permanente" para controlar o tráfego no Estreito de Ormuz. Sob essa nova diretriz, embarcações vinculadas a países considerados inimigos terão a passagem negada, enquanto as demais só poderão transitar mediante condições estritas impostas pelos militares iranianos. A iminência do cerco naval dos EUA — que também ameaça interceptar navios que paguem os pedágios exigidos pelo Irã — manteve a pressão disparada nos mercados. Os contratos futuros do petróleo Brent operavam na casa dos US$ 102,41 por barril na manhã de hoje, um salto de aproximadamente 8% em relação ao fechamento anterior.
Apesar da escalada retórica, o frágil cessar-fogo estabelecido no início do mês segue nominalmente em vigor. Não houve registros de grandes ataques à infraestrutura de energia do Golfo Pérsico ou a alvos iranianos nas últimas horas, embora os confrontos paralelos entre Israel e o Hezbollah continuem no Líbano.
Diante da consolidação do impasse — com Washington exigindo a liberdade de navegação e Teerã impondo um sistema de acesso condicional e controlado —, líderes europeus começam a intervir. O presidente francês, Emmanuel Macron, fez um apelo por um acordo diplomático rápido e duradouro, e confirmou que a França e o Reino Unido planejam convocar parceiros nos próximos dias para estabelecer uma missão marítima multinacional focada em salvaguardar o trânsito comercial no estreito.
⚠️ Essa análise é só um recorte.
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