UE e Reino Unido rejeitam apelo militar dos EUA e buscam via diplomática para reabrir o Estreito de Ormuz
Líderes europeus descartam envolvimento em guerra mais ampla, enquanto Barclays alerta que barril de Brent pode atingir média de US$ 100 no ano
Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) e lideranças do Reino Unido descartaram o envio de navios de guerra para auxiliar as operações dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, frustrando o apelo militar feito pelo presidente Donald Trump no fim de semana. A alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, destacou que o bloco discutirá de forma prioritária como manter o Estreito de Ormuz aberto, avaliando uma possível adaptação na missão de segurança naval Aspides ou o apoio a uma iniciativa liderada pela França, ressaltando o risco extremo que o bloqueio logístico impõe ao fornecimento global de petróleo e fertilizantes — o que poderia desencadear uma severa crise alimentar no próximo ano, motivando inclusive diálogos com a ONU para a criação de um corredor seguro nos moldes do acordo de grãos do Mar Negro. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, reforçaram categoricamente a recusa em serem arrastados para um conflito mais amplo, enfatizando que a busca pela restauração da liberdade de navegação se dará por meio de um plano coletivo e diplomático, sem envolvimento militar direto. Enquanto o impasse persiste no âmbito político, o banco Barclays emitiu um alerta ao mercado de que os preços do petróleo tipo Brent podem atingir uma média de US$ 100 por barril neste ano caso a rota não seja reaberta nas próximas quatro a seis semanas, muito acima de sua projeção base de US$ 85, que estava condicionada a uma normalização do tráfego já nas próximas duas a três semanas.
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