Trump ameaça retaliação severa caso Irã mine Estreito de Ormuz; governo americano recua sobre início de escoltas navais
Presidente faz alerta em meio à paralisação logística no Golfo Pérsico, enquanto Pentágono desmente proteção armada a petroleiros e avalia viabilidade da operação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta terça-feira que o Irã pode estar tentando instalar minas navais no Estreito de Ormuz, ameaçando retaliações militares em um "nível nunca visto antes" caso a ação se confirme. Embora tenha admitido não haver relatórios oficiais comprovando a minagem, Trump exigiu a remoção imediata de quaisquer explosivos, prometendo afundar embarcações iranianas envolvidas na operação, em um cenário onde a inteligência americana estima que Teerã possuía um arsenal de cerca de 6.000 minas navais em 2025. A escalada retórica ocorre em meio a uma paralisia quase total dos fluxos de petróleo e GNL na região desde o início do conflito em 28 de fevereiro, impulsionada por ameaças iranianas e sucessivos ataques a navios-tanque. O clima de tensão institucional e a incerteza do mercado foram agravados por uma falha de comunicação do próprio governo americano: após o secretário de Energia, Chris Wright, publicar erroneamente e depois apagar que a Marinha dos EUA havia escoltado um petroleiro pelo estreito (notícia que derrubou os preços do barril mais cedo), a Casa Branca precisou desmentir a informação. Confirmando a complexidade do cenário, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, esclareceu que o Pentágono ainda está apenas na fase inicial de avaliação sobre a viabilidade tática, os riscos e os recursos necessários para fornecer escoltas navais seguras na rota, evidenciando que a proteção ao trânsito comercial de energia ainda não saiu do papel.
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