Trinidad e Tobago Prevê Início da Produção de Gás no Campo Dragon na Venezuela para o Final de 2027
Ministro descarta impacto de instabilidades políticas recentes; projeto da Shell e NGC aguarda nova licença dos EUA para operar em larga escala
Trinidad e Tobago projeta o início da produção de gás no campo offshore venezuelano de Dragon para o último trimestre de 2027, segundo informou hoje o ministro da Energia, Roodal Moonilal. Falando durante a India Energy Week, em Goa, o ministro assegurou que não houve qualquer sinalização do governo venezuelano sobre o cancelamento de acordos, indicando que os desenvolvimentos recentes no país vizinho não impactaram as perspectivas do empreendimento.
O projeto, desenvolvido em parceria com a Shell e a estatal NGC, depende de aprovações de Washington. Embora o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro dos EUA tenha emitido uma licença em outubro de 2025 permitindo a retomada das negociações, Moonilal esclareceu que uma segunda autorização será necessária para avançar para o desenvolvimento total e a produção efetiva. O ministro atribuiu eventuais atrasos aos processos de licenciamento nos EUA, e não a questões com Caracas.
O campo de Dragon, localizado próximo à fronteira marítima entre os dois países, possui reservas estimadas em 3,5 trilhões de pés cúbicos e deve produzir cerca de 350 milhões de pés cúbicos por dia. O gás será transportado via gasoduto para Trinidad, onde abastecerá a produção petroquímica e será liquefeito para exportação aos mercados globais. Além de Dragon, o governo trinitário busca licenças para desenvolver outros campos offshore venezuelanos, como Loran e Manakin-Cocuina.
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