Tráfego marítimo no Estreito de Ormuz registra retenção de aproximadamente 3.200 embarcações
Ameaças e ataques a navios civis paralisam fluxo de petróleo na região; oleodutos operacionais não possuem capacidade para suprir a demanda
Dados do setor marítimo indicam que aproximadamente 3.200 navios aguardam nos portos do Golfo Pérsico para transitar pelo Estreito de Ormuz. A via marítima não foi fechada oficialmente, porém, o conselheiro do comando do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, Ibrahim Jabari, declarou que qualquer embarcação que tentar realizar a travessia será incendiada. Desde o início do conflito envolvendo o Irã, Israel e os Estados Unidos, pelo menos seis navios civis foram atacados: Stena Imperative, Sea La Donna, Hercules Star, Ocean Electra, Skylight e MKD Vyom. Ocorreram também ofensivas direcionadas à infraestrutura portuária e a instalações de energia na região. Analistas caracterizam o cenário como uma paralisação do transporte marítimo impulsionada pelos elevados riscos operacionais, em vez de um bloqueio formal. O estreito possui uma capacidade média de tráfego de 80 a 100 navios por dia, sendo a rota de escoamento para cerca de um quinto do volume global de consumo de petróleo. A infraestrutura atual de oleodutos não apresenta capacidade suficiente para compensar a interrupção logística em curso.
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