Subsídio de fertilizantes da Índia pode superar estimativa de ₹ 1,71 trilhão (cerca de US$ 18,6 bilhões) com alta do gás e fretes

Dependência de importações de GNL e ureia, aliada a tensões geopolíticas, pressiona orçamento do governo para o ano fiscal de 2026

Publicado em 3 de março de 2026 às 21:39
Pedro

O subsídio de fertilizantes da Índia para o próximo ano fiscal, inicialmente estimado pelo governo em ₹ 1,71 trilhão (cerca de US$ 18,6 bilhões), pode registrar aumento caso os preços globais do gás natural permaneçam elevados. O insumo representa entre 75% e 80% do custo de produção da ureia. Um eventual incremento de 15% a 20% nos preços do Gás Natural Liquefeito (GNL) encarece a fabricação nacional, e, como os produtores rurais indianos adquirem o fertilizante a preços fixados, o custo adicional é absorvido pelo orçamento estatal. A dependência do país em relação às importações apresenta crescimento; apesar da produção interna de aproximadamente 30,6 milhões de toneladas de ureia no ano fiscal de 2025, as importações do produto registraram um salto superior a 85% entre abril e dezembro de 2025, totalizando cerca de 8 milhões de toneladas. A alta nos preços internacionais e nos custos de produção doméstica pressionam os gastos com subsídios, cenário que é agravado pelas incertezas no Oriente Médio, responsáveis pela elevação dos custos de frete e seguro em rotas marítimas, como o Estreito de Ormuz. Historicamente, no ano fiscal de 2023, o aumento nos preços globais da amônia e do ácido fosfórico resultou em um subsídio de quase ₹ 2,5 trilhões (cerca de US$ 27,2 bilhões) no país. A manutenção de preços elevados para o petróleo e o GNL por um período prolongado indica a possibilidade de o subsídio de 2026 ultrapassar as estimativas atuais.

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