Rússia lucra até US$ 150 milhões por dia com petróleo e desponta como a maior beneficiária econômica da guerra no Irã
Com o bloqueio de Ormuz e alívio de sanções dos EUA, salto nas cotações garante bilhões extras a Moscou para o esforço de guerra na Ucrânia
A Rússia consolidou-se como a principal beneficiária financeira do conflito no Oriente Médio, arrecadando até US$ 150 milhões diários em receitas extras com a venda de petróleo, segundo estimativas do Financial Times. Impulsionada pelo fechamento efetivo do Estreito de Ormuz e pelo subsequente alívio nas sanções norte-americanas — originalmente impostas em retaliação à invasão da Ucrânia —, a demanda da Índia e da China por barris russos disparou, permitindo que Moscou escoe seus volumes por rotas alternativas mais seguras, como o Estreito de Bósforo e oleodutos continentais. Com o petróleo tipo Urals sendo negociado a uma média projetada entre US$ 70 e US$ 80 por barril, em contraste com os US$ 52 anteriores, o Kremlin já registrou um ganho tributário inesperado de US$ 1,3 bilhão a US$ 1,9 bilhão apenas nos primeiros 12 dias da crise. Segundo a analista russa Alexandra Prokopenko, ouvida pela New Yorker, a manutenção dessa conjuntura tarifária pode injetar cerca de US$ 3,5 bilhões adicionais por mês nos cofres russos, montante que cobre sozinho cerca de um terço dos custos mensais da máquina de guerra de Vladimir Putin na Ucrânia, culminando em uma projeção de até US$ 4,9 bilhões em receitas extras acumuladas apenas até o final de março.
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