QatarEnergy suspende produção de GNL após ataques de drones em instalações industriais
Medida de precaução afeta complexos de Ras Laffan e Mesaieed; paralisação prolongada apresenta riscos à oferta global de gás
A estatal QatarEnergy interrompeu a produção de gás natural liquefeito (GNL) e produtos associados após ataques de drones contra instalações operacionais em Ras Laffan e na Cidade Industrial de Mesaieed. A companhia informou que a paralisação constitui uma medida de precaução. O Ministério da Defesa do Catar comunicou que drones lançados a partir do Irã atingiram uma instalação de energia em Ras Laffan e um tanque de água em uma usina de energia em Mesaieed, sem o registro de vítimas. O complexo de Ras Laffan abriga o maior terminal de exportação de GNL do mundo, com capacidade de 77 milhões de toneladas por ano, além de unidades de produção de GLP, etano, enxofre e líquidos de gás natural (LGN). Uma interrupção sustentada nas operações apresenta potencial de impacto nos mercados globais de gás e na disponibilidade de oferta, uma vez que o Catar figura como um dos principais fornecedores para compradores na Ásia-Pacífico e na Europa. O cenário é influenciado pelas restrições de navegação, visto que nenhum navio transportador de GNL transitou pelo Estreito de Ormuz desde o início do conflito regional em 28 de fevereiro, embora os carregamentos do produto no Catar estivessem mantidos até o momento dos ataques. Dados de rastreamento indicaram que três navios de transporte de GNL estavam atracados em Ras Laffan no dia das ocorrências.
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