Produção de fertilizantes da ucraniana Ostchem cai 12,7% em 2025 sob forte pressão de importações

Volume fabricado recua para 1,57 milhão de toneladas com retração na ureia e amônia; importações nacionais saltam para 2,94 milhões de toneladas

Publicado em 6 de março de 2026 às 00:02
Pedro

A Ostchem, holding de fertilizantes nitrogenados do Group DF na Ucrânia, registrou uma produção de 1,57 milhão de toneladas em 2025, o que representa uma queda de 12,7% em relação a 2024. A unidade CherkasyAzot respondeu por 1,017 milhão de toneladas, enquanto a Rivneazot contribuiu com 554,3 mil toneladas. O nitrato de amônio (AN) manteve-se como o principal produto, com 672,4 mil toneladas (42,8% do total), apesar de um recuo anual de 11,6%. A mistura de ureia e nitrato de amônio (UAN) foi a única linha a apresentar crescimento (+6,4%), somando 539,1 mil toneladas. Em contrapartida, a produção de ureia despencou 42%, para 232 mil toneladas, e a de amônia caiu 18%, atingindo 61,4 mil toneladas. A companhia atribui a retração aos altos custos de energia, instabilidade elétrica, riscos militares decorrentes da guerra, enfraquecimento da demanda agrícola e, sobretudo, à pressão das importações.


No sentido inverso ao da produção nacional, as importações totais de fertilizantes minerais pela Ucrânia avançaram para 2,94 milhões de toneladas em 2025, das quais 1,77 milhão corresponderam a nitrogenados. No mercado de ureia, o fornecimento foi amplamente dominado pelo Azerbaijão (392,7 mil toneladas) e pelo Turcomenistão (158,2 mil toneladas), que juntos responderam por cerca de 85% do volume importado. Já para o nitrato de amônio, os principais fornecedores externos foram a Polônia (214,2 mil toneladas), a Bulgária (119,5 mil toneladas), o Cazaquistão (45,1 mil toneladas) e o Uzbequistão (29,4 mil toneladas). O avanço consistente das importações segue exercendo pressão direta sobre a capacidade de operação e o poder de precificação da indústria doméstica.

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