Porto de Santana amplia movimentação e reforça potencial logístico no Arco Norte
Movimentação supera 3,5 milhões de toneladas em 2025 e reforça o papel do terminal no escoamento agrícola e na integração logística da região Norte.
Localizado no estado do Amapá, o Porto de Santana vem consolidando sua relevância logística na Região Norte e no chamado Arco Norte brasileiro, corredor estratégico para o escoamento de commodities e integração regional. Administrado pela Companhia Docas de Santana (CDSA), o terminal registrou movimentação de aproximadamente 3,58 milhões de toneladas em 2025, volume 13,5% superior ao observado em 2024, segundo dados divulgados pela autoridade portuária. O desempenho reflete principalmente o crescimento das exportações agrícolas, com destaque para soja e milho, além de outras cargas como cavaco de madeira e minerais.
Entre os produtos movimentados, a soja respondeu por cerca de 62,5% das cargas operadas, enquanto o milho representou aproximadamente 31,7%, evidenciando o papel do porto no escoamento da produção agrícola do Norte do país. Ao longo de 2025, cerca de 68 navios atracaram no terminal, reforçando a capacidade operacional e o papel do porto como ponto de integração logística para cargas destinadas ao mercado nacional e internacional. Além do agronegócio, a infraestrutura também atende operações ligadas à mineração e à movimentação de combustíveis, apoiadas pela conexão com a Estrada de Ferro Amapá, que liga o interior do estado ao complexo portuário.
Embora atualmente a pauta de cargas seja concentrada em grãos, minerais e produtos florestais, a expansão das cadeias agrícolas na região Norte abre espaço para novas oportunidades logísticas. Nesse contexto, analistas do setor apontam que a evolução da infraestrutura portuária e retroportuária pode ampliar o escopo de operações no médio prazo, incluindo potencial para movimentação de insumos agrícolas, fertilizantes e outros granéis sólidos, acompanhando a crescente demanda do agronegócio na região amazônica e nos corredores logísticos do Arco Norte.
Deixe um comentário
Comentários (0)