Petróleo WTI ultrapassa US$ 90 por barril no sétimo dia de conflito entre EUA e Irã

Cotações acumulam alta de 35% na semana; EUA flexibilizam sanções ao petróleo russo para a Índia enquanto Coreia do Sul avalia uso de reservas estratégicas

Publicado em 6 de março de 2026 às 18:49
Pedro

Os contratos futuros do petróleo bruto WTI romperam a marca de US$ 90 por barril nas negociações desta sexta-feira, à medida que a guerra entre os Estados Unidos e o Irã entra em seu sétimo dia sem uma perspectiva clara de resolução. O contrato do WTI para abril (Nymex) era negociado a US$ 90,13 por barril por volta das 12h (horário da costa leste dos EUA), registrando uma alta expressiva de US$ 9,12 em relação ao fechamento do dia anterior. Na última semana, os preços acumularam uma valorização superior a US$ 23 por barril, ou 35%, impulsionados pela restrição de oferta causada pelas trocas de hostilidades no Oriente Médio. A maioria dos armadores segue relutante em transitar pelo Estreito de Ormuz — um ponto de estrangulamento crucial para as exportações de petróleo e GNL do Golfo Pérsico —, embora algumas poucas embarcações tenham realizado a travessia.


No cenário diplomático, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou na sexta-feira em suas redes sociais que esforços de mediação estão em andamento por parte de alguns países para ajudar a encerrar o conflito na região. Horas depois, no entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, rechaçou a possibilidade de diálogo ao publicar em sua plataforma social que "não haverá acordo com o Irã, exceto a RENDIÇÃO INCONDICIONAL!".


Em uma manobra para mitigar as interrupções de fornecimento oriundas do Golfo Pérsico, o governo norte-americano está flexibilizando as sanções contra o setor de energia da Rússia para permitir que a Índia importe temporariamente o petróleo russo. A isenção, divulgada na noite de quinta-feira pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro dos EUA, autoriza importadores indianos a comprarem petróleo russo carregado até o dia 5 de março, com entrega nos portos da Índia estabelecida até o dia 4 de abril.


Paralelamente, os impactos do conflito mobilizam governos na Ásia. Fontes do mercado relataram que o governo da Coreia do Sul iniciou negociações com as refinarias do país para estruturar medidas de contenção. Entre as ações avaliadas estão a liberação de volumes da reserva estratégica de petróleo (SPR) sul-coreana e a possível imposição de um bloqueio às exportações de derivados de petróleo.

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