Pentágono evita dar prazo para reabertura do Estreito de Ormuz em meio à guerra com o Irã

Autoridades militares dos EUA afirmam ter planos para todas as opções, mas destacam ambiente taticamente complexo que retém 25% do petróleo global

Publicado em 13 de março de 2026 às 15:03
Pedro

Altos oficiais militares dos EUA se recusaram nesta sexta-feira a fornecer um cronograma para a reabertura do Estreito de Ormuz ou detalhar como o Pentágono executará essa tarefa, cenário que agrava o bloqueio de cerca de 25% do petróleo e 20% do GNL comercializados globalmente desde o início da guerra contra o Irã em 28 de fevereiro. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, classificou a região como um "ambiente taticamente complexo" e ponderou que as forças americanas devem focar em seus atuais objetivos militares antes de assumir a promessa do presidente Donald Trump de escoltar navios comerciais, priorizando no momento ataques à marinha iraniana e à sua capacidade de minagem. Durante o briefing, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, rebateu como "patentemente ridículos" os relatos de que o governo não teria antecipado o impacto da paralisação, afirmando que a via estaria aberta não fossem os ataques do Irã às embarcações com mísseis superfície-superfície. Embora não haja indícios concretos de que o estreito esteja minado, Hegseth garantiu que o Pentágono tem "um plano para cada opção" e não permitirá que o fluxo de bens comerciais permaneça contestado, reforçando o compromisso interinstitucional para restaurar o escoamento seguro de energia.

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