Maersk Obtém Resultados Positivos em Testes com Etanol como Combustível Marítimo

Após conclusão dos testes, armadora iniciará negociações com fornecedores brasileiros; mercado potencial é de 50 bilhões de litros anuaiss

Publicado em 21 de outubro de 2025 às 15:32
Atualizado em 21 de outubro de 2025 às 15:35
Pedro

A Maersk, uma das maiores empresas de transporte marítimo do mundo, está obtendo resultados positivos em seus primeiros testes com o uso de etanol como combustível em navios com motores a metanol. Segundo o vice-presidente de políticas regulatórias da Maersk Latam, Danilo Veras, "o comportamento do combustível tem sido muito bom", com desempenho na adaptação técnica, como lubricidade e emissões, superando as expectativas. Os testes, que consistem em uma mistura de 10% de etanol ao metanol, estão sendo realizados mesmo após a Organização Marítima Internacional (IMO) adiar por um ano a decisão sobre o uso do biocombustível no setor.


Os testes atuais, que começaram em 23 de setembro, devem ser concluídos no próximo dia 23. Assim que finalizados, a Maersk iniciará negociações comerciais com fornecedores de etanol do Brasil e começará uma nova fase de testes, misturando etanol ao diesel marítimo (bunker) em navios convencionais. O etanol brasileiro é visto como estratégico por ter uma pegada de carbono 80% menor que o combustível fóssil, uma vantagem de sustentabilidade sobre o etanol americano, cuja redução de emissões é de 55% a 60%. "O etanol brasileiro é mais competitivo do ponto de vista de sustentabilidade, é altamente escalável e é competitivo em custo", defendeu Veras.


A validação técnica do etanol pode abrir um mercado potencial de 50 bilhões de litros por ano para o biocombustível no transporte marítimo. Embora a frota da Maersk com motores a metanol ainda seja modesta — 17 navios recebidos de uma encomenda de 25 —, a principal fabricante de motores, a Everllence, já vendeu mais de 200 unidades, sinalizando uma tendência de mercado. Executivos de ambas as empresas acreditam que o etanol, apesar de ter entrado por último na corrida pela descarbonização, é a melhor solução disponível no momento para ajudar a Maersk a atingir sua meta de neutralidade de carbono até 2040.

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