Lucro líquido da BASF atinge 1,619 bilhão de euros em 2025
Vendas globais recuam na comparação anual e segmento de soluções agrícolas registra queda de 2,2% nas receitas
A BASF encerrou o ano de 2025 com vendas totais de 59,657 bilhões de euros, o que representa uma retração em comparação aos 61,444 bilhões de euros registrados em 2024. O lucro líquido da companhia apresentou crescimento no período, atingindo 1,619 bilhão de euros, ante 1,298 bilhão de euros no ano anterior. No segmento de Soluções Agrícolas, as vendas somaram 9,587 bilhões de euros, indicando uma queda anual de 2,2% frente aos 9,798 bilhões de euros de 2024. O detalhamento por linha de produtos agrícolas aponta recuo de 5,8% nas vendas de fungicidas, queda de 1,2% em inseticidas e redução de 3,8% no tratamento de sementes, enquanto os herbicidas registraram aumento de 3,2%.
Em relação ao desempenho regional do segmento de Soluções Agrícolas, a América do Norte respondeu por 39,8% de participação, com vendas de 3,811 bilhões de euros, valor ligeiramente inferior ao do ano anterior. O resultado na região foi impactado por efeitos cambiais negativos do dólar e preços mais baixos, que ofuscaram o aumento de volume impulsionado pelo lançamento do glufosinato-P-amônio. A Europa representou 25,8% das vendas do segmento, com um leve aumento nas receitas para 2,478 bilhões de euros, sustentado por maiores volumes e preços, apesar do impacto negativo da lira turca. A região que engloba América do Sul, África e Oriente Médio concentrou 23,7% da participação, registrando queda de 83 milhões de euros, para 2,273 bilhões de euros. O recuo reflete menores preços e o efeito cambial negativo do real brasileiro e do peso argentino, fatores parcialmente compensados por maiores volumes na área de inseticidas. Por fim, a região Ásia-Pacífico, com 10,7% de participação, apresentou vendas de 1,026 bilhão de euros, patamar significativamente inferior ao de 2024. O desempenho na Ásia foi pressionado por efeitos negativos de volume e câmbio, altos estoques de clientes, depreciação da rúpia indiana e forte pressão competitiva na China, que resultou em declínio nos preços.
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