Lucro e receita da OCI Global despencam no segundo semestre de 2025 refletindo reestruturação massiva e venda de ativos
EBITDA ajustado recua 80% para US$ 46,6 milhões; empresa avança em desinvestimentos bilionários e planeja vender divisão restante de nitrogênio em meio à volatilidade do gás europeu
A OCI Global reportou uma queda drástica em seus resultados do segundo semestre de 2025, com o EBITDA ajustado recuando 80% na comparação anual, para US$ 46,6 milhões, e a receita encolhendo 67%, para cerca de US$ 544 milhões, reflexo direto de uma profunda reestruturação do portfólio e de uma série de desinvestimentos estratégicos que já levantaram US$ 11,9 bilhões brutos. O balanço financeiro, que consolida a saída de ativos de peso — como a venda da divisão global de metanol para a Methanex e a futura transferência da OCI Ammonia Holding para a Agrofert, prevista para o primeiro semestre de 2026 —, contabilizou vendas anuais de 1,93 milhão de toneladas de fertilizantes de produção própria, majoritariamente oriundas das operações continuadas da OCI Nitrogen em Geleen, na Holanda. Enquanto conclui o repasse da nova unidade de amônia de Beaumont (BNA) para a Woodside Energy após o início da produção em dezembro, a companhia reafirma o objetivo final de negociar seu negócio remanescente de nitrogênio, ao mesmo tempo em que alerta para a severa volatilidade no mercado europeu impulsionada pelo recente salto nos preços do gás natural decorrente da crise geopolítica global, cenário que impõe fortes incertezas sobre a capacidade dos repasses de preços compensarem a disparada dos custos operacionais no curto prazo.
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