Hungria pressiona UE para zerar tarifas sobre fertilizantes da Rússia e de Belarus em meio à crise no Golfo

Ministro da Agricultura alerta para risco de quebra de safra e desafia política de sanções do bloco europeu contra Moscou

Publicado em 17 de março de 2026 às 21:28
Pedro

O governo da Hungria está pressionando a União Europeia para reduzir a zero, de forma temporária, as tarifas e taxas adicionais sobre as importações de fertilizantes da Rússia e de Belarus, em uma tentativa de mitigar a escalada global dos custos de produção impulsionada pela guerra no Irã e pelo bloqueio logístico no Estreito de Ormuz. Em carta enviada à Comissão Europeia nesta segunda-feira (16), o ministro da Agricultura húngaro, István Nagy, alertou que a restrição ao insumo mais barato ameaça espremer as margens dos produtores rurais, inflacionar os alimentos e reduzir o rendimento das safras locais — uma vez que a Hungria produz apenas fertilizantes nitrogenados internamente, dependendo de forma crítica de suprimentos estrangeiros de fósforo e potássio. O apelo de Budapeste, que paralelamente tenta afrouxar o veto ao gás natural russo (medida já rechaçada por Bruxelas), desafia frontalmente a política de sanções do bloco, que havia endurecido as sobretaxas contra Moscou e Minsk em 2025 justamente para asfixiar uma fonte de financiamento da guerra na Ucrânia, cujas exportações renderam cerca de € 2 bilhões no ano passado antes de despencarem no início de 2026 sob o peso das novas sanções europeias.

Gostou do artigo? Compartilhe

Deixe um comentário

Comentários (0)

Ainda não há comentários.