EUA estariam preparando ofensiva de larga escala contra o Irã com envio de bombardeiros B-52 ao Reino Unido

Campanha foca na destruição de complexos subterrâneos de mísseis; táticas assimétricas de Teerã ameaçam prolongar o conflito e pressionam o mercado de energia

Publicado em 9 de março de 2026 às 15:33
Pedro

A guerra no Oriente Médio entrou em uma nova e mais perigosa fase, com a coalizão liderada pelos Estados Unidos e Israel preparando bombardeios massivos contra o Irã. O pouso de bombardeiros estratégicos B-52H e B-1 Lancer na base da Força Aérea Real (RAF) em Fairford, no Reino Unido, sinaliza a transição para uma ofensiva aérea de larga escala. O principal objetivo de Washington é neutralizar as chamadas "cidades de mísseis" — complexos militares subterrâneos iranianos —, utilizando a vasta capacidade de carga de armamentos de precisão e o alcance intercontinental dessas aeronaves. Nos primeiros dias da operação, as forças americanas relataram ter atingido quase dois mil alvos, buscando reduzir drasticamente a capacidade balística de Teerã e consolidar o domínio aéreo e naval na região.


Apesar da expressiva superioridade militar e tecnológica ocidental, analistas alertam para o alto risco de uma guerra de desgaste prolongada devido à forte estratégia de guerra assimétrica do Irã. Para compensar sua desvantagem, Teerã aposta na saturação de defesas aéreas com seu vasto arsenal de mísseis dispersos, na mobilização de sua extensa rede de milícias aliadas no Oriente Médio e em táticas de guerrilha naval no Estreito de Ormuz. Essa capacidade de retaliação pulverizada e de ameaça direta à infraestrutura e ao tráfego marítimo já gera impactos severos na economia global, impulsionando o preço do barril de petróleo para além da marca de US$ 100 e elevando os temores de uma desestabilização prolongada em múltiplas frentes.

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