Corteva Amplia Prejuízo no 4º tri para US$ 552 Milhões, mas Receita Anual Cresce a US$ 17,4 bi
CEO confirma separação dos negócios para o 2º semestre de 2026; vendas consolidadas para a América Latina aumentaram 4% no ano.
A Corteva encerrou o quarto trimestre de 2025 com um prejuízo líquido de US$ 552 milhões, resultado significativamente inferior ao prejuízo de US$ 41 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. A receita líquida trimestral recuou 2%, totalizando US$ 3,91 bilhões, impactada por uma queda de 5% no volume de vendas devido a mudanças sazonais e postergação de entregas para 2026 na América do Norte.
No acumulado do ano de 2025, a companhia registrou receita líquida de US$ 17,4 bilhões, um crescimento de 3%, com um crescimento de 4% na América Latina (para US$ 3,9 bilhões). O EBITDA anual somou US$ 3,85 bilhões, superando os US$ 3,37 bilhões de 2024. O CEO Chuck Magro destacou o crescimento impulsionado por novos produtos, biológicos e redução de custos, apesar do cenário de preços desafiador.
Cisão dos Negócios e Perspectivas 2026
A Corteva confirmou que avança no plano de separação dos negócios em duas empresas independentes de capital aberto, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2026.
Para 2026, a empresa revisou suas projeções, estimando um EBITDA entre US$ 4 bilhões e US$ 4,2 bilhões. A visão é de um cenário misto: forte demanda e produção, mas com preços de commodities pressionados e margens reduzidas para os agricultores.
Acordo com a Bayer
A empresa também celebrou o fim do litígio de patentes com a Bayer sobre milho geneticamente modificado. O acordo traz clareza sobre o licenciamento e antecipa a meta de neutralidade de royalties para 2026, dois anos antes do previsto.
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