Chuvas e inundações na Malásia reduzem projeção de produção de óleo de palma

Condições climáticas afetam operações em estados produtores e limitam oferta nacional da commodity no mês de fevereiro

Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 21:26
Pedro

A produção de óleo de palma no estado de Sabah, na Malásia, deve registrar uma queda de 15% a 17% em fevereiro na comparação com o mês anterior, em decorrência de chuvas contínuas e inundações nas áreas de plantio. O excesso de precipitação ao longo das últimas quatro semanas resultou no alagamento de áreas de menor altitude, submergindo palmeiras jovens, danificando rotas de escoamento e interrompendo as atividades de colheita e transporte dos frutos. A Malásia é o segundo maior produtor global da commodity, com os estados de Sabah e Sarawak respondendo, cada um, por cerca de 22% do volume nacional. O cenário meteorológico, impulsionado pela Oscilação Madden-Julian, gerou volumes de chuva de até 150 milímetros acima da média em Sabah e de até 100 milímetros em Sarawak nas últimas duas semanas, provocando a evacuação de mais de 5.800 pessoas nas regiões afetadas. Antes das inundações, a produção nacional já apresentava viés de baixa em função de fatores sazonais e feriados, com um recuo estimado em 12% nos primeiros 20 dias de fevereiro. A retração mais acentuada na oferta pode reduzir os estoques acumulados do país e influenciar a dinâmica de preços dos contratos futuros, que operavam em queda devido à ampla disponibilidade do produto. As previsões meteorológicas indicam que os volumes de chuva devem diminuir nas próximas duas semanas, com a expectativa de transição para um clima mais seco até o dia 10 de março.

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