China estabelece meta de 725 milhões de toneladas para a capacidade de produção de grãos até 2030
Plano quinquenal prioriza aumento de produtividade por hectare e tecnologia em meio a preocupações com o fechamento do Estreito de Ormuz
O governo da China anunciou a meta de elevar sua capacidade de produção de grãos para 725 milhões de toneladas no período de 2026 a 2030. De acordo com o novo plano quinquenal divulgado nesta quinta-feira, a estratégia prioriza o avanço da produtividade por área plantada por meio do uso de tecnologia, proteção do solo e inovação em sementes, em detrimento da expansão de terras cultiváveis. A política visa manter a estabilidade na produção de arroz e trigo, ao mesmo tempo em que busca expandir a capacidade de culturas como milho e soja. A segurança dos recursos tornou-se um foco central para o país, impulsionada pelo recente fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde fluem grandes volumes globais de petróleo e fertilizantes destinados ao mercado chinês. No ano passado, o país já havia registrado uma safra recorde de 715 milhões de toneladas.
Apesar do expressivo volume de produção doméstica, a China mantém uma forte dependência de importações de produtos agrícolas, especialmente de soja, tendo os Estados Unidos como seu segundo maior fornecedor global. Para mitigar essa vulnerabilidade e reduzir a dependência externa em meio a disputas comerciais, o mais recente relatório governamental estabelece a criação de canais de abastecimento internacionais estáveis e diversificados. Como parte da estratégia, o país também planeja promover o desenvolvimento da biologia sintética e de novas fontes de proteína, dando continuidade à meta estipulada em abril do ano passado de reduzir a proporção de farelo de soja nas rações animais para 10% até o ano de 2030.
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