Canal do Panamá opera em capacidade máxima e absorve desvio de cargas do Oriente Médio
Escassez em Ormuz e Suez impulsiona tráfego de GNL nas Américas; Recuperação hídrica permite até 40 travessias diárias
O Canal do Panamá consolidou-se como a principal rota alternativa para o comércio global de energia em março de 2026, beneficiando-se diretamente da paralisia no Estreito de Ormuz e no Canal de Suez. O tráfego de navios de GNL (Gás Natural Liquefeito), que antes da crise era de apenas quatro por mês, registrou um salto significativo, levando a autoridade portuária a oferecer slots adicionais para atender à demanda. Este aumento coincide com uma recuperação histórica dos níveis de água na América Central, permitindo que o canal opere em sua capacidade máxima de 40 travessias por dia — quatro a mais do que o projetado para este ano. A expectativa é que o fluxo de cargas, especialmente dos EUA, continue crescendo à medida que exportadores do Kuwait, Catar e Bahrein enfrentam dificuldades para atravessar os chokepoints do Oriente Médio.
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