Caminhoneiros articulam greve nacional no Brasil após alta do diesel anular pacote de alívio do governo

Categoria cobra fiscalização da tabela de fretes e reage ao impasse entre Planalto e estados sobre corte de ICMS

Publicado em 17 de março de 2026 às 21:40
Atualizado em 17 de março de 2026 às 22:12
Pedro

A ameaça de uma nova paralisação nacional de caminhoneiros entrou no radar de emergência do governo federal diante da escalada dos custos logísticos e da frustração da categoria com a ineficácia das recentes medidas de contenção. O estopim para a articulação do movimento — que já conta com decisão favorável das lideranças, embora ainda sem data definida para o início — foi o aumento de R$ 0,38 por litro no diesel A anunciado pela Petrobras na esteira da crise do petróleo no Oriente Médio, reajuste que anulou na prática o alívio de até R$ 0,64 projetado pela União ao zerar as alíquotas de PIS/Cofins no dia anterior. A pressão sobre o setor de transporte se intensifica com o impasse federativo, após os governadores rejeitarem o apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reduzir o ICMS do combustível, alegando risco de perdas fiscais bilionárias. Representando um contingente crítico de cerca de 1,5 milhão de profissionais entre autônomos e celetistas, o movimento exige a fiscalização rigorosa da tabela de frete mínimo (Lei 13.703/2018) para coibir operações abaixo do piso, a isenção de pedágio para viagens sem carga e maior controle sobre as distribuidoras, alertando para o risco de um impacto severo na cadeia de abastecimento e na atividade econômica do país caso as margens da atividade continuem sendo comprimidas.


Fonte: Forbes

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