AIE prevê queda de 4,3 milhões de bpd no refino global em março devido à guerra no Oriente Médio

Relatório aponta que fechamento do Estreito de Ormuz e ataques a infraestruturas no Golfo Pérsico afetam fortemente a Ásia, enquanto Europa mantém estabilidade

Publicado em 12 de março de 2026 às 14:48
Pedro

A guerra entre Estados Unidos e Irã e seus impactos na infraestrutura e logística de derivados de petróleo deverão cortar 4,3 milhões de barris por dia (bpd) do processamento global em março, reduzindo as taxas de operação para 79,7 milhões de bpd, de acordo com o mais recente Relatório do Mercado de Petróleo (OMR) da Agência Internacional de Energia (AIE). Cerca de três quartos desses cortes estão concentrados no Oriente Médio, onde 4 milhões de bpd de capacidade de refino já estão paralisados ou sob risco de fechamento devido a gargalos de fornecimento de matéria-prima e energia, à limitação de capacidade de armazenamento causada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz e a ataques diretos a infraestruturas críticas downstream, como as refinarias de Ras Tanura (Arábia Saudita), Sitra (Bahrein) e Ruwais (Emirados Árabes Unidos). Com a demanda global caindo apenas 60 mil bpd este mês, o colapso nas operações exigirá retiradas significativas de estoques de derivados para equilibrar o mercado. A região a Leste de Suez é a mais exposta, com refinarias asiáticas enfrentando fortes cortes operacionais por dependerem do fluxo via Ormuz, enquanto as instalações europeias devem manter a resiliência apoiadas por margens crescentes de produtos. A AIE projeta que o processamento no Golfo Pérsico possa se recuperar para 10 milhões de bpd até maio, desde que as exportações marítimas sejam retomadas, mas revisou para baixo a previsão global de 2026 em 800 mil bpd, estimando agora um volume estável na comparação anual de 83,8 milhões de bpd.

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