AGCO (Fendt, Massey Fergusson, Valtra etc.) fecha 2025 com Vendas de US$ 10,1 bilhões (-13,5%) mas Atinge Fluxo de Caixa Recorde
Queda acentuada na América do Norte impactou resultado anual; projeção para 2026 aponta recuperação com receita de até US$ 10,7 bilhões
A AGCO encerrou o ano fiscal de 2025 com vendas líquidas de US$ 10,1 bilhões, registrando uma queda de 13,5% na comparação anual. Apesar da retração na receita, a companhia destacou a forte geração de caixa: o fluxo de caixa livre alcançou o recorde de US$ 740 milhões, com uma taxa de conversão de 188% sobre o lucro ajustado.
No quarto trimestre, a empresa mostrou sinais de estabilidade, com vendas de US$ 2,9 bilhões, uma alta de 1,1% em relação ao mesmo período de 2024 (embora tenha havido recuo de 5,3% desconsiderando efeitos cambiais). O lucro ajustado por ação no ano foi de US$ 5,28, enquanto a margem operacional ajustada fechou em 7,7%.
O resultado anual foi impactado principalmente pela retração na demanda por máquinas novas, especialmente tratores de alta potência e colheitadeiras, devido à pressão na renda agrícola global. Preços de soja, milho e trigo permaneceram próximos ao ponto de equilíbrio, enquanto os custos de insumos seguiram elevados.
Por região, no acumulado de 2025:
- América do Norte: Registrou a maior queda, com recuo de 27,5% nas vendas.
- América do Sul: Apresentou retração de 7,7%.
- Europa e Oriente Médio: Mantiveram estabilidade nas vendas.
- Ásia, Pacífico e África: Tiveram queda de 9,9%.
A AGCO projeta uma melhora no desempenho para o próximo ciclo. A estimativa é de vendas líquidas entre US$ 10,4 bilhões e US$ 10,7 bilhões, com margem operacional ajustada entre 7,5% e 8,0%. O lucro por ação deve variar entre US$ 5,50 e US$ 6,00.
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