ADM Lucra US$ 1,1 bi em 2025, Queda de 44%; Incerteza sobre Biocombustíveis e Margens Menores Pesam
Resultado operacional recua 23% e segmento de Oleaginosas cai 34%; companhia eleva dividendos e projeta EPS ajustado de até US$ 4,25 para 2026
A Archer Daniels Midland (ADM) registrou lucro líquido de US$ 1,1 bilhão em 2025, uma retração de 44% na comparação anual, com o lucro operacional total recuando 23% para US$ 3,2 bilhões. A companhia atribuiu o desempenho desafiador ao cenário global de comércio e, especificamente, à falta de clareza na política de biocombustíveis dos Estados Unidos. O fluxo de caixa das atividades operacionais somou US$ 5,5 bilhões no ano.
O segmento de Serviços Agrícolas e Oleaginosas foi o mais impactado, com queda de 34% no lucro operacional (US$ 1,6 bilhão), pressionado por menores exportações de soja da América do Norte, margens de esmagamento mais fracas e efeitos de marcação a mercado. Já a divisão de Soluções em Carboidratos recuou 12% (US$ 1,2 bilhão), enquanto o segmento de Nutrição foi o único a apresentar crescimento anual, com alta de 8% (US$ 417 milhões), impulsionado pela nutrição animal.
Para 2026, a ADM projeta um lucro por ação (EPS) ajustado entre US$ 3,60 e US$ 4,25, condicionando o alcance do teto da meta à maior clareza regulatória sobre biocombustíveis e ao fortalecimento da demanda e das margens. O plano de investimentos (Capex) ficará entre US$ 1,3 bilhão e US$ 1,5 bilhão. A empresa também anunciou um aumento de 2% no dividendo trimestral, para US$ 0,52, marcando o 53º ano consecutivo de crescimento.
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